E aos pobres pertence apenas a esperança

Posted: 6 de Julho de 2012 in Uncategorized

Alex Carrari

O paraíso dos ricos é feito com o inferno dos pobres

Palavras de Gwynplaine em “O homem que ri” de Victor Hugo

O cristianismo já teve seus bons tempos. Idos tempos em que o verdadeiro e grandioso Espírito do Cristo enchia os párias, fracos e loucos, com coragem suficiente para testemunhar a seu respeito. Testemunhar, ser mártir, era esse todo o dever e intenção dos crentes. O que hoje se apresenta, é bom que se faça uma distinção, não é cristianismo, mas sim, cristianismo-evangélico, que é insalubre, que pertence ao fórum da comédia, que é apresentado e simulado por sátiros televisivos que mantêm a indústria de entretenimento fornecendo produtos com a marca de um deus de mercado à serviço da livre concorrência. Um deus mediador da oferta e da procura. Um deus (Darwin que me desculpe) parceiro dos mais fortes, que modela o mundo para que vença sempre o mais apto e acolha bem o mais vigoroso, os de espírito mais competitivo. Uma involução ética e moral dos princípios do movimento galileu original.

De tudo o que já foi dito e denunciado por homens santos e movimentos espirituais começando pelos pais do deserto, passando por Francisco de Assis, e chegando aos pobres de Lião, begardos, humilhados, pobres evangélicos, fratricelos, seguidores do Evangelho eterno, o que fica evidente é que o cristianismo-evangélico, esse nosso cristianismo diário de pão e circo, não é digno de ser pensado, tampouco de ser anunciado como Evangelho. Evangelizar quem e para quê nesses moldes? Só se for para arregimentar novos prosélitos para girar a máquina de propaganda da insana corrida rumo a Jerusalém celeste, que virou símbolo da mais alta ambição dos crentes, que podem ver aqui antecipada no mundo das aparências, às custas da opressão e indiferença aos pobres, a confortável vida que uma elaborada barganha lhes proporcionará depois daquele dia (um pouco de platonismo para as massas). Porque não aproveitar já, mesmo que de maneira volúvel, as bênçãos guardadas aos que chegarão primeiro? Porque não apanhar o melhor de feira e os últimos que se virem com as sobras?

cristianismo-evangélico, esse nosso que aturamos e até pesamos alguns insignificantes benefícios, é covarde, despersonalizado, acomodado, inábil, leviano, cheio de vontades e sonhos de consumo, epicurista, algo muito distante da noiva do Cristo, virgem, imaculada, incontaminada, que não entrelaçou na coroa de espinhos de seu amado as murtas da Vênus pagã. Noiva que era pobre, despossuída de riquezas terrenas, inimiga de Mamom, cheia do gozo nos mistérios do amor sobrenatural e fraternal anunciado por um judeu marginal, carpinteiro de oficio, digno de ser recusado pelas elites, que fazia suas reuniões à beira mar, em morros, ou na casa de algum pecador de má fama reconhecida socialmente.

cristianismo-evangélico não tem condições de apresentar nenhum testemunho, pois, para testemunhar é preciso conhecer aquele a quem se está representando, e é evidente pelos fatos e variações que essa geração desconhece aquele que dizem ser seu mestre. Do pouco que acham saber, não dá sequer para iniciar uma sã conversa sem começarem a fabular incoerências das mais mirabolantes às mais patéticas sobre aquilo de que não têm a mínima idéia do que seja; vida cristã. São incuráveis de um mal venéreo que toma suas almas. São devotos fantasistas, pedantes consumistas, que julgam o valor da vida pelo efêmero encanto do produto. Do produto são subprodutos – Marx é quem os denunciou a mais de um século atrás. Estes perderam a vergonha, nem avermelham a cara por desonrar a verdade.

Não é assim que rigorosamente dizia o mestre: de graça recebestes, de graça daíNão vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre nos vossos cintos; nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de sandálias, nem de bordão? “Ah, isso é em sentido figurado, diz respeito àquele contexto, não tem nada a ver conosco aqui”, tratam de desviar ardilosamente do assunto os que tais coisas não praticam. Os crentes “querem de volta o que é deles”. Ambicionam possuir tudo. Na farra do mercado saçaricam de banca em banca anunciando o Cristo Apolo, brilhante, organizado, alinhado, enquanto vivem como crentes Dionísio, entregues às paixões e aos exageros orgíacos que só o culto ao capital lhes proporciona.

Não possuir nada foi, desde o início, a verdadeira condição do discípulo. Na mensagem do primeiro e último cristão, o Cristo, a pobreza constituí-se como um ideal de vida, um desses elementos utópicos fundamentais para consolidar as grande fundações, dessas que permanecem incontaminadas em suas origens. Inteiramente estruturado em nome do pobre, para o pobre, o Reino de Deus não é, e não pode ser deste mundo, refletiu o primeiro e último cristão. De acordo com Jesus, ser pobre é uma virtude, um estado santo. A grande façanha efetuada por ele foi transformar a pobreza em objeto de amor, foi erguer o mendigo ao status de convidado para o banquete celeste, um dos poucos aptos para participar da mesa divina. Ele adotou como estilo de vida a pobreza, andrajando-se como homem pobre. Sua pregação causou uma revolução silenciosa no interior de vidas que despossuíam tudo. Por isso nenhum abalo foi sentido na economia, tampouco na política, “Daí a César o que é de César, e o que é de Deus daí a Deus”.

Amante do povo, Jesus preferia estar com os pobres. Seu modo de pensar era o seguinte: dos pobres é o Reino de Deus. A boa-nova da salvação é abertamente direcionada aos humilhados e ofendidos da história, “aos pobres é pregado o Evangelho”. O rico que quiser segui-lo deve vender tudo e dar aos pobres. Deve se fazer um sem-teto, pois, “as raposas têm seus covis e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”.

Jesus não queria apossar-se da riqueza e do poder, ele queria aniquilá-los, e o fez tomando preferência pelos pobres e vivendo como um de quem facilmente se faz pouco caso socialmente.

O que é magnífico, grandioso, e respeitável aos olhos dos homens, é desprezível aos olhos de Deus. Os fundadores do Reino de Deus são gente simples. Não há ricos, nem doutores, magistrados, padres, sacerdotes e outros ocupantes de cargos honorários; há apenas homens, mulheres, crianças, aleijados, doentes.

Voltado para os simples, humildes, párias, vagabundos, Jesus substituiu em larga escala a raça eleita por Deus para ser salva. Ele então deixa claro que o Reino de Deus é composto de crianças e daqueles que são como elas. Todos os que são desprezados neste mundo, as vítimas sociais, os oprimidos, os hereges, os publicanos, prostitutas, meretrizes, destes é o Reino. Estes são os convidados para o grande banquete. Estes precedem muitos puristas religiosos no Reino de Deus que está às vésperas, como ele mesmo declarou.

Jesus não era inocente em suas expectativas, ele sabia que suas máximas e seus ideais não chegariam a unificar a sociedade. Seu comunismo inofensivo não aqueceria (como não aqueceu) o frio coração do mundo oficial.

Entre origem e desfecho, sem muito esforço, é fácil perceber que o elevado gosto pela pobreza não poderia durar muito tempo. Enquanto elemento utópico a exortação à pobreza como condição prática para entrar no Reino e ser discípulo, logo seria relativizada e seguiria o curso natural das instituições humanas, se ajustando em breve tempo a outras demandas para o “bem” da corporação igreja e, de certa forma, de seu progresso. O cristianismo que assim agiu e que gerou o que hoje é o cristianismo-evangélico, transportado para o meio da sociedade, tomando seu lócus secular, fez concessões não só ao admitir os ricos em seu meio, mas em elevá-los à categoria de modelos a serem invejados como aqueles que chegaram  por saberem usar corretamente a fé, ou que foram predestinados para isso, cuja riqueza é um sinalizador de que são distintos dos demais.

O legítimo ebionismo, a doutrina de que somente os pobres é que são salvos, de que o Reino de Deus é o Reino dos pobres e de que esse Reino está aparecendo na história, é a plataforma de pregação doutrinária de Jesus, a isso ele acrescenta: “Ai de vós ricos que agora tendes a vossa consolaçãoAi de vós que ris agora, pois gemereis e pranteareis!”

Ser totalmente indiferente às coisas exteriores e vãs futilidades era a consequência de uma vida simples e doce. Para Jesus perto do prazer de viver os encantos do Reino, os acessórios de embelezamento e conforto da vida, são insignificantes. Quem num ambiente como o de Jesus é capaz de rivalizar no luxo das roupas com aquele luxo que o Pai deu aos lírios dos campos?

O reino de Deus é chegado, vendam o que possuem e dêem esmolas, dizia ele. Um princípio comunista que permeava seitas como a dos essênios e terapeutas, é observado e incorporado por Jesus em sua mensagem. A repartição dos bens, a abolição da propriedade privada, foi durante toda a vida de Jesus a regra da nova sociedade. O simples apego à propriedade era considerado pecado de avareza, pecado contra o qual a ética e a moral cristã, no nascedouro de suas ideias, reagiu de forma muito severa.

Jesus propôs uma comunidade composta de discípulos, cujo ingresso nela deveria ter como ritual de iniciação, caso o pretendente fosse rico, doar seus bens aos pobres. Quem recuasse diante desse extremismo não ingressava na comunidade. Por mais de uma vez algum rico saiu decepcionado recuando diante da exigência do ritual de iniciação. O despojamento das riquezas é levado tão a sério por Jesus que numa sombria parábola ele coloca um pobre num local de alívio e consolo enquanto que um rico é colocado num local de tormento e aflição. Na parábola do rico e de Lázaro o ensino é expresso, aquele está no inferno porque foi rico, porque não doou seus bens aos pobres, porque ele sempre comeu bem, enquanto que os que se arrojaram à sua porta, os pobres, comeram mal.

Tomada de empréstimo a parábola do rico e de Lázaro reflete um fato que era bem antigo e conhecido de Jesus, pois estava na tradição de seu povo, estava em seu DNA religioso e cultural. O movimento democrático mais exemplar e bem sucedido da antiguidade, investido da ideia pura implantada por Javé na mente do povo, pulsava há muito tempo no coração da raça judaica. O pensamento de que Deus era o vingador do pobre contra o rico, é encontrada em todas as páginas da Tanach judaica. O espírito popular é a força motriz da história de Israel.

Fora da Tanach, e dos evangelhos talvez o livro de Henoc seja o que proclame ainda mais graves maldições contra os ricos e os poderosos. No estranho apocalipse de Henoc, a ostentação e o luxo são apresentados como um crime que será punido pelo Filho do Homem que abate os reis, arranca-os de suas vidas lascivas e os lança no inferno. “Ai de vós que desprezais o casebre e a herança de vossos pais! Ai de vós que edificais vossos palácios com suor dos outros! Cada pedra, cada tijolo que os compõe é um pecado” (Henoc 99. 13.14).

No Novo Testamento o mesmo espírito que o Cristo incorporou em sua mensagem tem seu eco no rigor das palavras de Tiago, que é algo de assustar:

“Atendei, agora, ricos, chorai lamentando, por causa das vossas desventuras, que vos sobrevirão. As vossas riquezas estão corruptas, e as vossas roupagens, comidas de traça; o vosso ouro e a vossa prata foram gastos de ferrugens, e a sua ferrugem há de ser por testemunho contra vós mesmos e há de devorar, como fogo, as vossas carnes. Tesouros acumulastes nos últimos dias. Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos e que por vós foi retido com fraude está clamando; e os clamores dos ceifeiros penetraram até os ouvidos do Senhor dos Exércitos. Tendes vivido regaladamente sobre a terra; tendes vivido nos prazeres; tendes engordado o vosso coração em dia de matança; tendes condenado e matado o justo, sem que ele vos faça resistência” (Tg 5.1-6).

Embora haja, principalmente no Novo Testamento, sempre um tópico (que não tem nada a ver com quem escreveu a carta) introduzindo estas palavras de Tiago para que não soem tão radicais como, por exemplo: “Deus condena as riquezas mal adquiridas e mal empregadas”, isso parece ser aquele tipo de concessão necessária para o cristianismo admitir os ricos em seu meio sem crise de consciência, como foi feito no início com a admissão dos primeiros ricos na comunidade.  A crítica de Tiago se dirige ao rico pelo fato de, para atingir sua riqueza alguém teve de ser oprimido. Em todas as histórias de riqueza há sempre alguém sendo oprimido.

As concessões foram feitas e defendidas. Os benefícios foram avalizados. A igreja nunca foi tão opulenta, tão amiga de César, tão afetuosa com os ricos e poderosos em seu meio como em nossos dias, uma apaixonada defensora da causa do rico. O custo disso é que, o que é pecado segundo a Tanach, o Evangelho e Henoc, é agora considerado uma virtude de acordo com a força de persuasão do cristianismo-evangélico, e o rico é seu exemplar mais bem acabado.

E aos pobres pertence apenas a esperança de que um dia, ou, algum dia, Deus – seu único defensor confiável – se vingue do rico e restitua os legítimos frutos que lhes foram defraudados do sagrado suor do rosto dos autênticos herdeiros de seu Reino.

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Comentários
  1. Olá a paz do Senhor! Gostei do texto pois é o que a igreja fiel a Cristo está passando hj. A parte onde vc diz “…essa geração ñ conhece seu mestre“, realmente é preocupante. Em João 10:14 a palavra diz que a ovelha conhece seu pastor e segue sua voz. No livro: que será dos que nunca ouviram o autor diz: “diante da igreja atual só nos resta duas conclusões: ou o céu não existe ou o inferno é muito grande.“ Que Deus tenha misericórdia de nós! Parabéns pelo site e por não temer dizer a verdade! Paz do Senhor.

    • Izabela diz:

      A paz do Senhor! Lucilene, gostei muito do versículo que você deixou como referência, apenas enfatizando o versículo quero fazer um comentário em relação a “seguir a voz de Deus”. No meu ponto de vista as pessoas muitas vezes se deixam ser enganadas justamente pela falta de busca a Deus, pela falta da preocupação em reconhecer a voz de Deus e não apenas reconhecê-la mas também obedecer o Mestre. Nós que somos salvos em Jesus sabemos exatamente como buscar a esse Deus e como reconhecer a sua soberana vontade sobre as nossas vidas.

  2. sergio reginaldo martins júnior diz:

    vôçes q dizem estar defendendo os ricos, leva para o lado espiritual q vôçes vão ver q não só de bens.

  3. Jucelino Barreto diz:

    O nível intelectual de seu texto camufla a pobreza de interpretação bíblica e revela o preconceito doente e arrogante com a comunidade evangélica. Até concordaria, se o texto se dirigisse a determinados seguimentos ou à parte da liderança. Contudo, não dá para lançar todos no inferno, não quando se conhece pessoas que dedicam suas vidas por outras.

    • Olá Juscelino, obrigado por responder.
      Este texto não é meu. Mas gostei muito dele e conheço a pessoa que escreveu e sei dos anseios que a fez escrever isto. E concordo com tudo que foi dito, sem medo de errar ou de estar generalizando. Considero sim, toda generalização burra, por isto quando li o texto, logicamente não se pega todos. Os pequenos grupos, poucas igrejas e pessoas que vivem o evangelho do carpinteiro de nazaré. Estas, elas sabem, nunca se ofenderão com este texto, pois elas sabem de quem o texto fala. Mas também não sou inocente, não sou neófito, tenho anos de caminhada dentro do movimento evangélico brasileiro, pra poder ter um pouco de conhecimento de causa pra falar deste assunto.
      Não é preconceito, é conceito mesmo. É o que se vê, basta ligar a televisão, basta ver a bancada evangélica, basta ver as maiores igrejas que representam este movimento. Generalizar é burrice, mas tampar o sol com a peneira seria um erro grotesco de nossa parte. E se não formos nós que somos de dentro do movimento, criticá-lo, reformá-lo, sua caminhada para uma vala suja estará garantida.
      Convido a ler o texto novamente e perceber que não se fala genericamente, mas da maioria. Quem sabe ler uma critica irá perceber isto. Quando Jesus criticou os fariseus, voce acredita que TODOS os fariseus eram uma raça de viboras? logico que não. Mas nem por isto a maioria estaria fora de merecer estas criticas.
      Criticas que visam construir devem ser pensadas antes tambem de lança-la ao inferno.
      Abraços de uma caminhada em Paz mas com a busca certa de melhorar nossa Igreja que se propoe detentora das palavras do nosso humilde Rei.

      • Jucelino Barreto diz:

        Obrigado pela resposta Suênio Alves.
        Ficaria muito contente em ver nesse texto uma alusão àqueles que se doam a causa e insistem numa visão poética do cristianismo, mesmo concordando com muita coisa desse texto e também se injuriando com os erros acima anotados (embora a interpretação bíblica considero muito ruim). Porém, não é só mesquinharia e preciso quando o autor se dirige enfaticamente ao cristianismo evangélico.
        Paz do senhor!

    • CiciGimenes diz:

      Acho q há uma má interpretação sua Jucelino ñ há nada camuflado neste texto já andei em diversas igrejas evangelícas e é exatamente isso q acontece mas ñ é isso q acontece c quem está do meu lado buscando Deus mas o q acontece com quem está lá em cima no “altar” q deveria ser um altar p reverenciar e louvar ao Senhor mas q tristemente vi com meus olhos só reverenciou e reverencia a “compra de um lugarzinho no paraiso” e quem chegar primeiro e pagar mais…sabemos terão os melhores lugares…Muito triste td isso!

  4. Jucelino Barreto diz:

    Obrigado pela resposta Suênio Alves.
    Ficaria muito contente em ver nesse texto uma alusão àqueles que se doam a causa e insistem numa visão poética do cristianismo, mesmo concordando com muita coisa desse texto e também se injuriando com os erros acima anotados (embora a interpretação bíblica considero muito ruim). Porém, não é só mesquinharia e preciso discordar quando o autor se dirige enfaticamente ao cristianismo evangélico.
    Paz do senhor!

  5. Cleiton Lucena da Silva diz:

    Gostei do site, meus comentários críticos ou de aceitação sobre alguns assuntos mencionados, farei posteriormente.

  6. Giulia Martinez diz:

    Em primeiro lugar gostaria de dizer que admiro pessoas como você, que tem coragem de expor sua opnião e lutar pelo que acha certo e justo.
    Parabéns pelo texto, muito bem elaborado.

  7. Giulia Martinez diz:

    Em segundo lugar essas são as promessas do Deus que eu acredito:

    “Na sua casa há riquezas, e a sua justiça permanece p sempre.” Salmos 112.3

    “Dar-te-ei os tesouros escondidos e as riquezas encobertas, para que saibas q eu sou o Senhor” Isaías 45.3

    • Giulia,
      Usar versiculos do velho testamento depois da mensagem dos evangelhos é complicado. Aquilo foi escrito em um outro contexto totalmente diferente, em outra perspectiva de Deus, que foi se estabelecer em Cristo. Porque se você pega um versiculo e o transfere pra nossa realidade teremos que fazer isto com todos como aqueles que supostamente Deus permitiu genocídeos para proteger Israel.
      A utilizacao de textos do velho testamento sobre riquezas é algo que surgiu em nossa época por igrejas da chamada teologia da prosperidade, confissao positiva como IURD, Mundial, Renascer e diversas outras. Uma interpretação totalmente diferente da realidade dos apostolos e deseu mestre carpinteiro: Jesus.
      Sempre que quizer, conversaremos.
      Abraços fraternos.

  8. Giulia Martinez diz:

    Ao meu entendimento Jesus nos ensinou e alertou que não devemos ter o coração em riquezas mas ter prosperidade é herança de todos os filhos de Deus, já que Ele é o dono do ouro e da prata.
    Isso é exemplo na vida de vários homens da bíblia, desde Abraão até David, Salomão… todos foram prosperos!

    • Como ele pode fazer alguns prosperos e outros vivem na miséria?
      Como voce explica que tenham crianças passando fome? Jesus não daria prosperidade para elas? Ora, se das crianças é o Reino dos Céus comoJesus poderia te prosperar e deixar elas passando fome, aids, guerras? Seria muito incoerente.
      Voce trataria dois filhos pequenos seu de forma diferente? Um voce daria riquezas e outro deixaria a fome atiingi-lo? Voce diria: mas a fome foi os homens que fizeram. E é verdade. É culpa dos homens. Mas e o que te ocorre de bom, tem que ser Deus? Pela mesma logica que o mal procede dos homens o bem tambem, pois somo imagem dele.
      Entao se voce, que consegue ser justa com seus filhos, ambos, porque Deus seria menos justo que voce? Logico que nao.

      Meu entendimento:
      Deus deixou nos livre para praticar o amor e a indiferenca.
      Por termos opitado pela indiferenca, surgiu paises ricos onde voce tem condicao de ter um emprego, riquezas e saude. Mas a custa de paises pobres, da escravidao escravos, de gente pobre que mantem a engrenagem deste sistema perverso e indiferente.
      Se voce hoje tem acesso a saude justa, riquezas. Opcao de trabalhar, eoutros nao foi oportunidade sua, mas muitos vivemm sem esta opirtunidade. Nao tem nada haver com Deus.

      E onde está Deus!?
      Ele está presente todos os dias, em todos os lugarea onde houverem homens que manifestem o evangelho de Jesus. Que lutam pela justiça social, nas igrejas que cuidam dos orfaos e viuvas (esta a unica religiao verdadeira) que luta pelos direitos dos negros, dos indios e das minorias excluidas.

      O que é serprospero?
      Somos prosperos nao em vida material, isto e uma mentira. Sabe porque? Basta ver os discipulos e apostolos de jesus. Apenas ver como viveram. Nao tinham onde morar, viviam fugindo dos governos. Muitos, muitos, leia hebreus, morreram em cruzes, decapitados.
      E ai? Cade a prosperidade deles material? Cade a garantia de saude que estas igrejas de hoje prometem? Nenhum destes discipulos poderiam viver nestas igrejas hone. Nunca seriam exemplo de vitoriosos. De prosperos. Como uma pessoa que morre decapitada, pode dar testemunho de prosperidade em um programa evangelico hoje?
      Impossivel.

      Mas sao prosperos, e tem vida em abundancia. Nao porque tinha emprego estavel, casa legal, carro e saude.
      Mas porque eram prosperos em Amor. Sua riqueza era que descobriram que viver na integridade do evangelho, ainda que bas piores adversidades, era a melhor forma de viver.
      Que viver amando o proximo é o sentido verdadeiro e o caminho do Cristo. Ainda que isto leve a morte, e geralmente, neste mundo de indiferenca, acaba sendo este caminho.

      Falo em paz contigo. Compartilho esta perspectiva nova do evangelho, que parece nova, mas que já estava presente sempre no seio das igreja. Ela saiu da fala dos lideres evangelicos atuais.
      Atualmente se prega o que esta sociedade quer : vida facil, dinheiro e prosperidade. Mas esquecem das criancas que passam fome.

      Sua teologia nao respondem mais os anseios verdadeiros depovos pobres que prosperidade pra eles é agua e abraco de sua mae.

      É isto. Minha perspectiva do evangelho é diferente. Já vivi 10 anos acreditando nesta prosperidade desumana. Hoje civo em paz. Hoje acredito na mudanca atraves de mim pelo fato do evangelho ter me transformado.
      Sou artesao da historia junto com meu mestre, Jesus.

      Abraços Nele.

  9. charles diz:

    Toda a biblia tem que ter JESUS como chave principal de tudo…
    Enquanto no VELHO TESTAMENTO fala sobre riquezas, dente por dente e olho por olho, Jesus diz para largarmos tudo que temos para o seguir, que devemos AMAR nossos inimigos…

    Jesus é a NOVA ALIANÇA de DEUS com o homem, o que passar disto é falácia HUMANA.

    A verdadeira RELIGIÃO? Amar ao proximo como a ti mesmo (viuvas, orfãos, e toda especie de necessitados) e a DEUS sobre todas as coisas.

  10. Osiel diz:

    Sou capaz de ler e entender uma crítica, mas sinto-me mais confortável quando esta vem de quem está mudando de fato a realidade de muitos ou de poucos, assim digo que, quem faz acontecer não tem tempo para mover a cabeça para os lados apenas observando o mover dos que talves, errando neste ou naquele ponto ainda assim estão focados em realizar… Eu mesmo sou crítico de alguns mas isso guardo
    em mim, enquanto isso, ao meu lado, vou tentando salvar alguns arrebatando-os do fogo. Não sou hipócrita para não admitir que estou na fila aguardando a minha vez… Pois uma vida inteira de “Cristão” ou “Crente em Jesus Cristo” me ensinou que são os que perseveram que alcançam as promessas, daqui e dali…

  11. Crislaine diz:

    Belo texto! É tão triste, mas tão real… Escrevi algo parecido (http://crisllaineg.blogspot.com.br/) sobre essa nossa espiritualidade moderna que anda tão secularizada, tão distates dos valores “primitivos” que deveria ser seu norte.
    Parabéns a quem escreveu!

  12. Fah diz:

    Prosperidade através da fé, é um assunto que dá muito pano pra manga. Quando misturamos terreno com etéreo temos uma combinação estranha. Um dia vi um pastor pregando o seguinte:” no céu vc será rico… faça a coisa certa aqui na terra… sofra… passe fome… seja humilhado… e no céu será milionário, morara em uma mansão…”
    Na minha opnião: “para que eu quero riqueza no céu?” Verdade, lá eu quero paz, quero olhar nos olhos do meu Mestre e dizer: DEUS EU TE AMO, pouco me importa se eu terei uma mansão, desde que eu esteja lá…
    Também não acho que ser crente (cristão) signifique ser pobre, miserável, mas sim ser desapegado do que é material, não ser avaro… Ajudar as pessoas, não por ser cristão, ou porque é bonito, mas sim porque vc deseja isso no seu coração…
    Os apóstolos viviam se escondendo, por isso não tinham casas ou juntavam riquezas materiais, pois como iam fugir caso precisassem!
    HJ não provamos dessa carnificina contra os cristãos, não diretamente, como era na época em que Cristo estava na terra, ou quando seus apóstolos ( mais próximos) pregavam seu evangelho.
    Claro que Deus, ou mesmo Jesus, quer que prosperemos, financeiramente, espiritualmente, divinamente e humanamente.
    Foi pra isso que Deus no criou, para crescermos!
    Mas isso depende de nós, por isso o livre arbítrio! Para escolhermos…
    Para crescermos escolhendo nossos próprios caminhos…
    Sendo franca, tenho pavor dessas pessoas que só porque cooperam numa igreja, andam maltrapilhos, são miseráveis por opção…
    Sou prova viva de que uma vida com Deus, é sim uma vida próspera!
    Não tenho mansões, ou carrões, mas tenho o suficiente para que minha vida ( e da minha família) seja agradável, e devo isso ao conhecimento que Deus me proporcionou….
    Enfim… Deus nos faz prósperos, se soubermos fazer as escolhas certas!

    • Existe beleza na sua frase, verdades, mas existem coisas não respondidas?
      Por exemplo – você disse que os apóstolos passavam necessidades porque eram perseguidos. Diferentes de hoje. Vamos pensar. Você disse que Deus te faz próspero, que ele cuida da sua vida, porque hoje vivemos uma realidade que parece permitir Deus agir desta forma, visto que não vivemos perseguições de forma mortal, como os apóstolos viveram. Isto já me soa contraditório.
      Estamos falando de um Deus que tem a capacidade de te proporcionar o melhor de hoje, sem avareza tudo bem, mas ao mesmo tempo, na vida dos apóstolos ele não proporcionou porque o melhor de ontem, não era tãaaao bom assim. Estranho. Parece que o poder de Deus era limitado pela realidade tanto ontem como hoje, mas como hoje o acesso a alimentação, segurança, saúde é melhor, fica mais fácil Deus te proteger do que ele proteger os apóstolos.
      Falo sobre a proteção aos apóstolos e discipulos porque está na história da igreja e inclusive na bíblia que eles passaram diversos perrengues e foram torturados e mortos mesmo sendo cristão. Ou seja, o mesmo Deus que tem a capacidade de proporcionar coisas boas para você hoje, não teve nem ao minimo a capacidade de desviar a espada ou a forca ou o prego da cruz de atingir os apóstolos e discipulos.
      Por isto, pra mim, a sua qualidade de vida hoje não tem nada haver com uma manipulação da realidade por Deus, pois eu seria muito egoista em aceitar que sua prosperidade hoje é fruto de bençãos de Deus e ao olhar os apóstolos, vemos que eles não tinham onde morar e passaram fome.

      Agora quando digo isto, que eles passaram fome e pobreza é totalmente diferente de dizer que esta é a forma que Deus gostaria que vivessemos. Isto é uma falácia. Este texto não fala sobre isto (não foi eu que escrevi mas o assino totalmente); Deus sim quer que todos os homens, mulheres e crianças tenham o que comer, beber, vestir morar e viverem isto com dignidade e amor.

      Mas porque ontem os apostolos não viveram e você vive hoje? não é porque Deus te faz mais prospero. Deus não te dá melhores chances do que as crianças da áfrica que morreram de fome durante o tempo em que voce digitou seu comentário ou o meu.
      Mas sim porque vivemos em situacoes economicas e sociais que levaram ele a viver isto e voce a viver outra forma. Mas nada haver com Deus te dando privilegios de acordo com a realidade atual, como voce pregou.
      Ninguem aqui está pregando a pobreza. Estamos falando sobre o fato de alguns cristão se acharem a última bolacha do pacote, e quando olhamos para a realidade de hoje e dos apóstolos, mostra-se que NUNCA ouve uma vantagem material, social, segurança, saude para quem era cristão de verdade. O que se tem de garantia? nenhuma.
      mas temos a garantia de que se vivermos em amor, paz e compartilhar o que temos podemos melhorar o mundo. este é o evangelho de cristo.

      Grande abraço.

  13. Olá, bom dia e bom domingo a a todos
    Sou católico e convivo bem com os evangélicos tradicionais, mas não consigo admitir essa onda de picaretagem que surgiu entre os evangélicos, os chamados neo-petencostais
    São verdadeiras quadrilhas que abusam da falta de discernimento por parte de pssoas simples e humildes e vendem um mundo de esperanças vazias. Essa chamada TEOLOGIA DA PROSPERIDADE, iniciada pelo pioneiro do televangelista picareta Davi Mianda ainda nos anos 60, com igreja Deu é Amor
    Depois vieram os mais novos e mais espertos e suplantaram o Davi Miranda, cuja igreja está capengando e pode ir à falência, a qualquer momento, pois seus “fiéis” foram tragados por outras denominações “evangélicas” e ficou à míngua, pois seus métodos eram muito antiquados em relação ao bombardeio dos televigaristas atuais.
    Mas a igreja católica também não escapa, porque está sendo loteada para grupos rivais numa guerra fratricida.
    Aparecida do Norte é um feudo dentro da igreja católica, tem vida independente e não sei dizer se é uma prelazia, mas funciona como tal e tornou-se um centro mercadológico religioso fenomenal

    O movimento carismático de cujo surgimento eu participei no final dos anos 70, quando morava em Curitiba, tornou-se um movimento mercadológico e criou uma igreja dentro da igreja. Ontem (24/11/2012) fui à livraria Paulinas comprar um CD de músicas sacras e me deparei com uma Loja Canção Nova, ao lado da livraria. Entrei para conferir e lá se vendem uma infinidades de bugigangas com etiquetas canção nova, essa facção do movimento carismático que ergueu o maior templo católico no interior de SP
    Há poucos dias, mais precisamente dia de finados, o Pe Marcelo Rossi inaugurou o “seu” templo em SPaulo, que depois de pronto será o maior templo católico do mundo. Essa obra magnífica está sendo construída com os recursos da Empresa TERÇO BIZANTINO de propriedade do Pe Marcelo e sua família, cujo faturamento não divulgado mas estimado pelo mercado em R$ 10 milhões por ano
    O VERDADEIRO CRISTIANISMO está perdendo a corrida para a bandidagem, com predominância para a picaretagem dos televangelistas, também conhecidos como televigaristas ou telepicaretas.
    Sugiro a leitura da entrevista do R R Soares nas páginas amarelas da revista Veja de 6 anos atrás e verão o que é cinismo

    Tenham todos um domingo

  14. Julio Seza diz:

    ola, mano!
    ha poucos dias tomei conhecimento de seus, instigadores, desconfortaveis e verdadeiros.
    qto este texto, a mim ficou uma duvida: o que eh ser rico? rico comparado com quem? se formos comparar com as tao citadas criancas africanas, somos todos horrivelmente ricos!
    sou classe media, ganho suficiente para morar com conforto, pagar escola particular paras minhas filhas e viajar, viagem de classe media, uma vez por ano. sou rico? estou pecando por viver dessa forma?

    GRACA e paz

    Julio Seza

    • Amigo,
      Sua pergunta é uma das mais intrigantes. Mas vou tentar mostrar o que penso e o que estou aprendendo com o Amor de Cristo pelo próximo que tem me feito sentido hoje.

      Acredito que devemos fazer com que o nosso amor extrapole alguns limites.
      Por exemplo.
      Amar a família é certo. Mas amar só a família é pouco. Amar a família e o outro é muito mais.

      Porque seus filhos gostam de viajar? acredito porque para eles é prazeroso. Porque amam fazer isto. E por amar fazer isto, seriam capazes de gastar 6000 reais numa viagem para europa, por exemplo. Isto é errado. Acho que não, desde que, o amor e o prazer, nunca seja apenas destinado a isto, mas que sintam o mesmo por outros pontos importantes da vida.

      O que quero dizer. Que o mesmo sentimento de que gastar 6000 reais com uma passagem não lhe passa por um desperdicio, assim também compartilhar 6000 reais com uma familia pobre que possa lhe proporcionar por exemplo, a formação profissional de uma pessoa, e desta forma ela possa a partir deste momento trazer dignidade a sua familiar. Isto deveria ser também um dos focos de prazer, amor e alegria para nós. A alegria do outro. A alegria daquele que menos tem.

      E não falo em dinheiro em si. Citei estes valores mas na verdade o que quero dizer é que o amor que temos conosco, tem que se estender ao outro. Temos que conhecer a história dos mais próximos nossos. Irmos ao encontro dos que sofre, com o mesmo prazer.

      Quando Jesus fala de quando fazer uma festa, chamar os mendigos, é que quando voce estiver nos seus melhores dias, doe ele também para os piores dias do outro.

      Abraços

  15. Dav diz:

    E o mais intetessante ‘e q eles nem se tocam q estao tao errados nisso. afinal o dinheiro corrompe mesmo a moral das pessoas de uma forma extraordinaria.q Deus nos defenda deste mal tao baixo, desta segueira tao absurda e cotrraria a verdade. muito boa a materia. continuem aaaim.

  16. Frodo diz:

    Qual seria o limite então entre viver e sobreviver pelo o próximo , quando negamos a nossa vida para que outros também possam viver , porque me sinto tão pequeno para fazer alguma diferença que tem que começar em mim.

  17. jefferson alves diz:

    O cristianismo-evangelico se tornou um verdadeiro teatro de vampiros onde pastores não deixam nem as migalhas para seus fieis deixam apenas a maquiagem espiritual e a certeza que o reino dos céus é um direito próspero a eles…

  18. Juliana diz:

    Parabéns pelo texto. Brilhante! Infelizmente nos deparamos com cristãos hedonistas frequentemente. É o mal do nosso século. Quem clamará pelos pobres e excluídos?

  19. Rafael diz:

    Discordo da ideia central do texto :
    “O legítimo ebionismo, a doutrina de que somente os pobres é que são salvos, de que o Reino de Deus é o Reino dos pobres e de que esse Reino está aparecendo na história, é a plataforma de pregação doutrinária de Jesus, a isso ele acrescenta: “Ai de vós ricos que agora tendes a vossa consolação! Ai de vós que ris agora, pois gemereis e pranteareis!”
    Dizer que para receber a Salvação, tem que ser pobre, é um raciocínio simplista e foge da Bíblia. Não fale besteiras!

    • Amigo,você não entendeu a idéia central do texto, e infelizmente decidiu escrever sem analisar ele melhor. Este texto em NENHUM momento fala que a pessoa tem que ser pobre para salvação. Você se confundiu completamente. Seu raciocinio sobre o texto foi preconceituoso e simplista e não o texto tem este conteudo. Não vou ficar pontuando os equivocos de sua interpretação porque acredito que ele auto-explicativo e já recebi muitos feedbacks deste texto onde NINGUEM teve esta interpretação. Aconselho a ler novamente com mais calma.

      Abraços

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